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Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 completa 10 anos

Entre 2006 e 2015, foram realizados quase de 5 milhões de atendimentos
 

Exibir carrossel de imagensCerimônia marca os 10 anos do Ligue 180. Foto: Leo Rizzo

Cerimônia marca os 10 anos do Ligue 180. Foto: Leo Rizzo

A Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 comemora 10 anos de prestação de serviços neste mês de novembro. No período foram realizados 4.708.978 atendimentos. Desses, 552.748 foram relatos de violência, com destaque para os de violência física (56,72%) e psicológica (27,74%). Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25/11), dia em que se comemora Dia Internacional da Não-Violência Contra a Mulher, durante cerimônia em Brasília (DF) com as presenças da ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes e da secretária especial da Secretaria de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci. 

Participaram da cerimônia a representante da OnuMulheres no Brasil, Nadine Gasman, a secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres da SPM, Aparecida Gonçalves, a representante do Itamaraty, a ministra Luiza Lopes da Silva, as representantes da Secretaria de Promoção de Políticas para Igualdade Racial, Luciana Ramos, e da Secretaria Especial de Direitos Humanos , a ouvidora Irina Karla Baccia, a ex-ministra das Mulheres, Emília Fernandes, profissionais que atuaram e que atuam no Ligue 180 desde 2006, representantes de parceiros na área de Segurança Pública e da Justiça e da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres.  

Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 completa 10 anosEntre 2006 e 2015, a Central consolidou-se como canal de informações sobre legislações e direitos, violências e crimes e serviços especializados no atendimento de mulheres em situação de violência. Ao longo de 10 anos, foram prestadas 1.661.696 de informações pelo Ligue 180    e feitos  824.498 encaminhamentos a serviços da Rede de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. “O 180 cumpre o seu papel de ser espaço de acolhimento e de garantia do direito da mulher a viver com dignidade”, afirmou a ministra Nilma Lino Gomes. “A luta pela superação da desigualdade de gênero não é só das mulheres, é de todos nós, brasileiros e brasileiras”, completou.  

Central de Atendimento à Mulher - Ligue 180 completa 10 anosA Secretária Especial de Políticas para as Mulheres, Eleonora Menicucci, disse que 25 de Novembro é dia de honrar e referenciar todas as mulheres anônimas que lutam contra todo e qualquer tipo de violência. “A sociedade brasileira não vai e não pode conviver mais com qualquer tipo de crime e violência contra as mulheres”. Em 2015, de janeiro a outubro, a Central realizou 634.862 atendimentos. Foram em média63.486 mensais e 2.116 diários. Essa quantidade foi 56,17% superior ao número de atendimentos realizados no mesmo período de 2014 (406.515). 

Do total de atendimentos deste ano, 39,52% corresponderam à prestação de informações, principalmente sobre a Lei Maria da Penha; 9,65% foram encaminhamentos para serviços especializados; e 40,28% encaminhamentos para outros serviços de tele aten­dimento, tais como 190 da Policia Militar, 197 da Polícia Civil e Disque 100 da Secretaria de Direitos Humanos.

Para a  secretária de Enfrentamento à Violência da SPM/Ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Aparecida Gonçalves, “o Ligue 180 é uma prova de que política pública se faz com qualidade, respeito e coerência”. 

Em 2015, do total de atendimentos, 63.090 foram relatos de violência, dos quais 58,55% foram cometidos contra mulheres negras. Na avaliação dos técnicos da Central, esses dados demonstram a importância da inclusão de indicadores de raça e gênero nos registros administrativos referentes à violência contra as mulheres. 

Uma das atendentes do 180 presentes à cerimônia, garante que “a denúncia é o primeiro passo para a mudança de vida e a tão sonhada liberdade”. Dentre os relatos, 49,82% corresponderam a relatos de violência física; 30,40% de violência psicológica; 7,33% de violência moral; 2,19% de violência patrimonial; 4,86% de violência sexual; 4,87% de cárcere privado; e 0,53% de tráfico de pessoas. Outra atendente da central, explicou que muitas mulheres desconhecem os seus direitos. “É muito importante que elas tenham o conhecimento de fato, de que não devem se submeter à violência física, sexual, moral, psicológica e patrimonial.” 

Em comparação com o mesmo período em 2014, a Central de Atendimento à Mulher constatou que houve aumento de 300,39% nos registros de cárcere privado, com média de dez registros/dia; de 165,27% nos casos de estupro, com média de oito relatos/diaou seja, a cada 3 horas é registrado um caso de estupro no Ligue 180; e de 161,42% nos relatos de tráfico de pessoas, com registro médio de 1 registro/dia. Outra atendente revela que, além do cárcere privado, os casos que a deixam mais triste são “de mulheres de policiais agredidas por seus maridos”. 

Campo Grande permanece com a maior taxa de relatos de violência, seguida por Rio de Janeiro e Natal.  Foi em Campo Grande que a Secretaria de Políticas para as Mulheres inaugurou a primeira Casa da Mulher Brasileira, em fevereiro de 2015. Entre as unidades da federação, foi no Distrito Federal a maior taxa de relatos de violência pelo Ligue 180, seguido por Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro. 

Nos primeiros seis meses de 2015, o Ligue 180 atendeu todas as 27 unidades da federação, com média de 52,45 relatos de violência por 100 mil mulheres. 

A quantidade de relatos de violência entre janeiro e outubro de 2015 foi 40,33% superior aos relatos registrados no mesmo período em 2014 (44.957).

O balanço está disponível no Portal da SPM: http://www.spm.gov.br/central-de-conteudos/publicacoes/publicacoes/2015/balanco180-10meses-1.pdf

Fonte:  Secretaria de Políticas para as Mulheres – SPM, publicado em 25 de novembro de 2015.


 

 



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