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A Campanha Ponto Final na Violência
contra Mulheres e Meninas vem sendo
desenvolvida no Brasil desde o ano
de 2010. É uma ação aberta a todos e
todas que consideram a violência
contra as mulheres como inaceitável
e se dispõem a trabalhar pela
redução de sua aceitação social. Se
insere nos marcos do Dia
Internacional de Luta pela
Eliminacão da Violência Contra as
Mulheres – 25 de Novembro e do Dia
Internacional pela Saúde da Mulher –
28 de Maio e integra-se aos 16 Dias
de Ativismo pelo Fim da Violência
contra a Mulher.
Esta iniciativa é um importante
instrumento para redução da
aceitação da violência de gênero,
que se expressa pela impunidade e
descaso da sociedade. Visa
potencializar o processo de reversão
de opiniões conservadoras da
sociedade que até bem pouco tempo
mantinha-se omissa à violência
contra as mulheres. Hoje a Lei Maria
da Penha é uma das mais conhecidas
do Brasil, colaborando para a
visibilidade deste grave problema.
A Rede Nacional Feminista de Saúde
Direitos Sexuais e Direitos
Reprodutivos é responsável pela
coordenação executiva dessa
iniciativa no Brasil, ao lado da
Rede de Homens pela Equidade de
Gênero – RHEG e Coletivo Feminino
Plural.
Coordenada pela Rede de Saúde das
Mulheres Latinoamericanas e do
Caribe, a Campanha Ponto Final é uma
experiência em desenvolvimento na
Bolívia, Brasil, Guatemala e Haiti.
Também acontece em vários países da
Ásia e África, em parceria com a
Oxfam-Novib.
Os objetivos a Campanha são:
• Mudar as atitudes e crenças
sociais relacionadas a
discriminação, desigualdades e
inequidades de gênero que sustentam
e promovem a violência contra as
mulheres.
• Gerar uma posição coletiva visível
a partir dos diversos níveis de
intervenção direta contra esta forma
de violência, fortalecendo as
respostas sociais e institucionais
mais amplas no sentido da prevenção.
• Promover uma mobilização social
através das alianças intersetoriais
para condenar e repudiar a violência
contra as mulheres.
• Fortalecer as redes de mulheres
para visibilizar e denunciar a
problemática da violência contra as
mulheres, alem de exigir e incidir
na promoção de mudanças nos níveis
institucionais e culturais e no
trabalho conjunto na prevenção desta
violência.
Trabalho com todos, as mulheres no centro
Utilizando a metodologia de
prevenção primária da violência, a
Campanha Ponto Final considera as
mulheres como sujeitos principais do
processo, enfatizando o papel do
movimento de mulheres como agente
político. Isto implica em promover o
seu empoderamento para exigir
direitos e afirmar a violência como
algo inaceitável, lançando aos
homens a responsabilidade de buscar
mudanças de comportamento. O
trabalho envolve vários públicos:
• mulheres e homens de todas as
idades, raças e etnias, orientações
sexuais, pessoas com deficiências,
religiões e credos diversos.
• agentes governamentais que atuam
em serviços e mecanismos diversos
dos poderes executivo, legislativo,
judiciário, ministério público.
• organizações da sociedade civil –
associações, ONGs, grupos
organizados.
• associações profissionais
vinculadas a prevenção da violência
contra as mulheres e meninas, em
especial dos setores de saúde,
educação e direito meios de
comunicação e profissionais que os
elaboram.
Agentes de Mudança
Formar e fortalecer pessoas com a
capacidade de liderar o trabalho
pela desnaturalização e eliminação
da violência, influindo na forma de
pensar e agir de homens e mulheres é
um dos principais objetivos
específicos da campanha.
Identificam-se como parte deste
público as mulheres que já atuam em
comunidades por todo o Brasil, como
as multiplicadoras de direitos
humanos e cidadania, promotoras
legais populares, conselheiras de
direitos, educadores populares,
jovens feministas, artistas, além de
mulheres e homens sensibilizados
para atuar na multiplicação da idéia
central de Ponto Final.
Presença nacional e local da Campanha
No Brasil, as atividades da Campanha
Ponto Final são desenvolvidas em
duas dimensões. Em nível nacional
acontecem ações políticas e a
construção de parcerias
institucionais diversas para
mobilização para sensibilizar e
criar posições críticas em relação
aos padrões culturais e fatores de
proteção ou de vulnerabilidade para
as mulheres.
No nível comunitário,
as atividades são desenvolvidas nas
comunidades do Campo da Tuca, Morro
da Cruz, São José e Morro da
Polícia, todas localizadas no Bairro
Partenon, zona leste de Porto
Alegre, Rio Grande do Sul.
A região é marcada pela forte
presença da população
afrodescendente, com sua arte e
religiosidade, e outras expressões
culturais. As mulheres estão à
frente das organizações
comunitárias. Aí são realizadas
ações diretas de motivação de
pessoas e grupos, através de
atividades culturais, debates,
visitas domiciliares, oficinas de
inclusão digital, dança,
mobilizações para adesão à Campanha,
que se organizam a partir de
demandas dessa região.
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